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Entenda sobre a ocorrência das plantas aquáticas na Represa de Guarapiranga


Data da notícia: 29/7/2010

A represa Guarapiranga, em São Paulo, vem registrando grande quantidade de plantas aquáticas em sua superfície. Estas plantas são de diferentes espécies e conhecidas cientificamente como macrófitas, justamente por serem de grande porte. A ocorrência não acontece apenas na Guarapiranga e é comum em todos os corpos d´água.


De acordo com o diretor da Diretoria Metropolitana da Sabesp, Paulo Massato, apesar da grande quantidade na represa, a presença das plantas não interfere na qualidade da água para o consumo humano.


“Essas plantas não fazem mal nenhum à qualidade da água da represa. Muito pelo contrário. Contribuem para a remoção de eventuais nutrientes que estão na represa. Quando as plantas chegam ao ponto de captação da água, elas podem atrapalhar um pouco a operação da Sabesp, daí surge a necessidade de se fazer uma remoção mecânica dessas macrófitas. Mas salientamos que estas plantas sempre estiveram na represa. Não surgiram espontaneamente; não foi um processo repentino que levou as plantas aquáticas a aparecerem”, detalha Massato.


O aumento destas plantas na Guarapiranga se deve às fortes chuvas de dezembro de 2009 e em janeiro deste ano. Neste período, o nível das águas subiu em torno de 2 metros, retirando as plantas que estavam nas margens e conduzindo-as para um ponto central da represa.


É preciso distinguir as plantas aquáticas das algas. As algas são microscópicas. Elas não ficam na superfície. Muitas vezes elas ficam 15 centímetros abaixo da superfície. São de pequenas dimensões e somente com uma rede muito fina é possível retê-las.


A remoção das plantas aquáticas dos corpos d’água não é um processo simples. Segundo Massato, nos Estados Unidos a proliferação dessas plantas macrófitas é relativamente comum, principalmente na costa leste, em lagos com muita matéria orgânica. Lá, assim como na Europa, são usados herbicidas para o controle dessas plantas, que crescem a uma taxa de 3% ao mês. “Infelizmente, no Brasil, nós não temos esses herbicidas, uma vez que não há aprovação do Ibama”, salienta o diretor.


No caso da Guarapiranga, a Sabesp, que é usuária da água da represa, realizará, em conjunto com a prefeitura de São Paulo, por meio da subprefeitura, com os clubes de esportes náuticos e com o Departamento de Águas e Energia Elétrica, uma força-tarefa para a remoção das plantas mecanicamente por meio de redes, barcos e tratadores. Após a retirada, as plantas serão levadas a um aterro ou serão utilizadas na compostagem. 
 
Fonte: http://site.sabesp.com.br


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